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Rô Sant'Anna

Autor dos livros

Tchydjo - O espírito e a esperança Fulcaxó

Contos ligeiros e outros... nem tanto

Contos do poder

Série "Mundo de sombras"

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Escritor independente e pesquisador da filosofia tolteca

"A liberdade não é algo que se ganha, é algo que se recupera ao deixarmos de ser quem nos disseram para ser." 

Há anos busco traduzir em palavras aquilo que a maioria das pessoas sente mas não consegue nomear — essa certeza de que existe uma camada da realidade além do que nos ensinaram a ver. Foi o encontro com a filosofia tolteca e o nagualismo que me deu o mapa. E foi o desejo de compartilhar esse mapa que me tornou escritor. Aqui, você encontra livros que não entregam respostas fáceis, mas caminhos para o encontro com o desconhecido.

“TOLTECA” foi um antigo povo que viveu no México pré-hispânico e foram antecessores dos astecas. Os toltecas eram originários da mesoamérica, e construiram um império cujo centro era a cidade de Tula, que foi invadida por povos bárbaros (os chichimecas) e hoje está em ruínas.  O próprio nome, tolteca, está relacionado com o nome da cidade, Tula (ou Tollan, que significa lugar dos caniços), ou seja, o “povo de Tula”.

Os toltecas viveram há milhares de anos atrás  na

América pré-colombiana, e criaram uma cultura com uma visão única da vida e do universo, diferente de tudo o que havia então. Eles ainda existem nos povos descendentes de sua cultura, tais como os náhuas, huicholes, wirrarikas ou maias. Conceitos como o tonal e o nagual, o sósia, o sonhado, a terra como um ser consciente, etc., podem ser encontrados no uso e na prática dos indígenas da atualidade, de ascendência tolteca. Já a concepção de uma realidade composta de campos de energia—que não são realmente como o percebemos—tem sido uma intuição constante da humanidade, encontradas nas tradições filosóficas e religiosas do mundo.

Nagualismo é o nome dado às práticas toltecas, e

consiste na crença de que somos um ser dual, dividido em nagual e tonal. A palavra nagual também se refere a uma pessoa, um líder ou xamã que possui energia extra, e por isso pode ser um guia para o desconhecido.

o Tonal é o espaço onde o homem comum se movimenta durante toda a sua vida, é aquilo que dá sentido e significação a tudo aquilo que se apresenta à nossa consciência e inclui tudo  aquilo o que o homem é, pensa e faz, tudo aquilo em que pode pensar e do que pode falar. A razão, o pensamento e a descrição

cotidiana da realidade são o forte do tonal, que de fato  abrange todo o leque do que é conhecido. Ou seja, para o homem comum da moderna sociedade existe apenas o conhecido, e toda a sua experiência consciente limita-se ao âmbito do tonal, que começa no nascimento e termina na morte.

A sabedoria ancestral não se aprende;
Se recorda...

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